quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Nem pensar!

Todo ano é sempre a mesma lengalenga para reajustar o salário mínimo do trabalhador. Uma briga sem sentido, que nunca leva a nada, e que nada tem a ver com a hipócrita alegação dos governantes de que um aumento melhorzinho, vai quebrar a previdência e o país. Quanta mentira! O que poderia quebrar o país seriam os rombos e as roubalheiras que vimos assistindo ao longo dos anos, os salários milionários dos parlamentares (outra forma de rombo/roubo), e mesmo assim o Brasil vem se mantendo de pé, à custa da exploração do pobre trabalhador, cujo salário tem seu índice de reajuste debatido, discutido por meses a fio, com a única preocupação de impedir que o pobre venha a ganhar um pouquinho mais. Claro que é um desaforo, quem eles pensam que são, simples trabalhadores explorados, pra sequer pensar em receber um salário mínimo razoável? Não, nem pensar! E também não tem nada a ver com partido de direita ou de esquerda, e nem faz diferença quem está no poder: ninguém que chega lá tem interesse em que seja pago um salário digno ao trabalhador. Desde que eu me entendo por gente assisto campanhas eleitorais em que a principal bandeira é a defesa de um salário mínimo mais justo. Todos, sem exceção. Votei na Dilma, e votei no Lula, duas vezes, mas lembro como se fosse hoje, do Lula babando e esbravejando em um microfone, há uns dez anos, contra o salário indigno do trabalhador. E como diria o Doutor Jackson Sampaio... And now?

domingo, 13 de fevereiro de 2011

And the Oscar goes to...


Filmes já foi minha maior paixão. Ainda sou fissurada, reconheço, mas bem menos, também reconheço. Quando jovem, não se passavam mais de dois dias sem que eu fosse ao cinema, conhecia de cor e salteado todos os atores, diretores, produtores, e era imbatível numa discussão sobre o tema. Mas faz tempo, isso! Passei a ir menos ao cinema, com as crianças já não era possível a mesma assiduidade. Fui me distanciando e jogando a culpa no pouco tempo disponível. Vieram o vídeo cassete, o DVD, oh! Glória!, e passei a alugar freneticamente filmes e mais filmes, que eu via, na maioria das vezes, com os meus filhos, independente do gênero. O que fez deles, também, amantes do cinema. Ponto pra mim. Vivi uma fase em que alugava tanto filme, que chegava a devolver vários deles sem ter assistido. E as multas por não rebobinar a fita? Sem contar os que eu gravava, inúmeros, e alguns nem chegava a assistir. Um fascínio à parte? Filmes indicados ao Oscar. Adorava acompanhar as indicações a cada ano, discuti-las, concordar, discordar, implicar com as escolhas... Mesmo quando comecei a me dar conta de que tudo aquilo, na maioria das vezes, só atendia aos interesses de uma indústria que se preocupava com o lucro, apenas, e que nem sempre ser escolhido o melhor significava ser mesmo o melhor. Mesmo assim. Em nada essa ‘descoberta’ conseguiu aabalar minha paixão pelo que representava ganhar a estatueta, e eu ficava maluca pra ver todos os filmes antes do grande dia. Atualmente, com todas as possibilidades tecnológicas e facilidades de acesso a esses filmes, via downloads, inclusive, devo dizer do meu remorso pelo aparente descaso com essa maravilha que é imaginar o seu filme favorito, o seu ator ou atriz favoritos, a música que você adora, o diretor que você tanto admira, atravessando aquele tapete vermelho de doer na vista, depois de ouvir a doce e imortal “...and the Oscar goes to...” Ok, 2011, então. Quando eu assisti ao filme ‘A Origem’ fiquei fascinada e já sabia que ele, com certeza, seria indicado ao Oscar de melhor filme, no mínimo. Foi. Saindo a lista dos 10 indicados não me surpreendi nem um pouco (e nem ninguém, parece) por ele estar na relação. Mas aí eu já tinha visto ‘Cisne Negro’, e já tinha virado a casaca, alardeando que este último seria o ganhador. Fascinou-me, também, ‘O Discurso do Rei’ e me vi indecisa entre este e o de Natalie Portman, cuja interpretação me comoveu até a alma. ‘A Rede Social’ foi um dos primeiros que assisti, gostei muito, mas nunca me pareceu que ganharia. Que seria indicado eu não tinha muita dúvida não. Enfim, hoje assisti ao estupendo ‘Bravura Indômita’, e já fui dizendo por aqui que esse seria absolutamente o grande vencedor do Oscar de melhor filme. “Mesmo? E o ‘Inverno da Alma’?” Ah, é mesmo! Assisti semana passada, e estava certa minha amiga Linara: faltou uma assistente social naquele filme; como eu acho que também faltou em Bravura Indômita, mas aí já é outra história. Não assisti até o fim ‘Vencedor’ e ‘127 Horas’, em ambos precisei sair e deixei para terminar depois, e ainda não deu. Mas pretendo voltar aos dois na próxima semana, antes do dia 27. ‘Toy Store 3’ só vou ver mais na frente, porque já sei que deve ser ótimo, a julgar pelos anteriores 1 e 2, e ‘Minhas Mães e Meu Pai’ não me apetece nem um pouquinho! Tanto que ainda nem baixei. Capaz de ganhar!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Travesseiros e Foguetes

Hoje senti vontade (e necessidade) de comprar travesseiros. Aproveitei a tarde sem chuva, quase com sol, e nem quente nem fria para ir zanzar pelas lojas que vendem travesseiros. Entra aqui entra acolá, já quase desistindo, porque sempre me sinto perdida nesse tipo de compra, preparada pra fazer como sempre: arrastar meu marido comigo uma segunda vez e deixar que ele escolha os travesseiros. Mas como estava gostando do bate-perna, entrei em mais uma loja, seria a última, prometi a mim mesma, e voltaria pra casa de mãos abanando, pernas cansadas, mas com a tranqüilidade do dever cumprido: tentei, não comprei porque não deu certo mesmo. Nessa última loja quase não há travesseiros, poucas opções, o que facilitaria pra mim a escolha. Mesmo que, como em outras vezes, acabasse me culpando pela compra errada, percebendo esse erro só na hora de dormir. Enfim, recomeço o ritual da escolha, apalpo, viro prum lado e pro outro, faço pressão com as mãos, sinto a textura, a maciez, e resolvo dar uma lida nas palavras escritas pra ver se encontro alguma indicação que me convença ser aquele um bom travesseiro. Primeiro susto, o preço. E antes que alguém pense que era muito caro, vou logo dizendo que me assustei exatamente por ser muito barato!Mais barato do que qualquer travesseiro que eu já tenha comprado em toda a minha vida. Deveria estar errado, aquele preço. Desconfiada, fui virando o outro lado pra me certificar de que eu estava enganada, e fiquei sem fala com a frase que havia ali: Fabricado com tecnologia desenvolvida pela NASA. Fui pegando em outros travesseiros similares que havia ali, e não tive dúvidas: todos tinham o mesmo preço e a mesma tecnologia. Fazia muito tempo, então, que eu não comprava travesseiros, se eles estavam sendo fabricados com a mesma tecnologia dos foguetes e eu não fazia idéia. Me imaginei com a cabeça naquele ‘artefato’, no aconchego do meu quarto, procurando um modo de pousar na lua. Ou em Júpiter, porque na lua nem é mais novidade.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

POWER BRAZIL - 60 Minutes - CBS Legendado

"O sucesso de um político está em fazer o óbvio!" (Lula) Orgulho de ser brasileira! Orgulho de ter votado duas vezes no Lula, e também na Dilma! Of course!!!

Strange Fruit ( Poema de  Lewis Allan, pseudônimo de  Abel Meeropol, publicado em 1936. ) Southern trees bear strange fruit, Blood on th...