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Mostrando postagens de Junho, 2012
DEVAGAR PARA NÃO MATAR

 Os interlocutores são o filho de um fazendeiro que estava a gozar férias no Rio de Janeiro e um colono de sua fazenda. O moço, que já há muito tempo não recebia carta de casa nem notícia de seus pais, encontrou, uma manhã, numa praça da cidade, o colono, embasbacado a olhar um arranha-céu.
 - Olá! Você por aqui, Tibúrcio!
 - Ah! O meu patrão!
- Então, você vem ao Rio e não me procura, não vem logo à minha casa?
- Ora essa! Então não havia de ir!
- Pois é, mas você ainda não foi...
- Ia lá agora mesmo...
- Você acaba de chegar?
- Não, senhor. Cheguei anteontem e, desde que cheguei, estou para ir lá agora mesmo...
 - Então. Como está tudo por lá?
- Tudo bem, sem novidade.
- E o meu cavalo predileto, o Janota?
- Ah! É verdade, esquecia-me de dizer-lhe... Esse é que não tem lá passado muito bem.
- Sim? E o que tem ele? Está doente?
- Não, senhor.
- Ah!... Você me deu um susto! Cavalo que me custou cinqüenta mil cruzeiros!...
- Não, senhor, não está doente! Morreu!