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Travesseiros e Foguetes

Hoje senti vontade (e necessidade) de comprar travesseiros. Aproveitei a tarde sem chuva, quase com sol, e nem quente nem fria para ir zanzar pelas lojas que vendem travesseiros. Entra aqui entra acolá, já quase desistindo, porque sempre me sinto perdida nesse tipo de compra, preparada pra fazer como sempre: arrastar meu marido comigo uma segunda vez e deixar que ele escolha os travesseiros. Mas como estava gostando do bate-perna, entrei em mais uma loja, seria a última, prometi a mim mesma, e voltaria pra casa de mãos abanando, pernas cansadas, mas com a tranqüilidade do dever cumprido: tentei, não comprei porque não deu certo mesmo. Nessa última loja quase não há travesseiros, poucas opções, o que facilitaria pra mim a escolha. Mesmo que, como em outras vezes, acabasse me culpando pela compra errada, percebendo esse erro só na hora de dormir. Enfim, recomeço o ritual da escolha, apalpo, viro prum lado e pro outro, faço pressão com as mãos, sinto a textura, a maciez, e resolvo dar uma lida nas palavras escritas pra ver se encontro alguma indicação que me convença ser aquele um bom travesseiro. Primeiro susto, o preço. E antes que alguém pense que era muito caro, vou logo dizendo que me assustei exatamente por ser muito barato!Mais barato do que qualquer travesseiro que eu já tenha comprado em toda a minha vida. Deveria estar errado, aquele preço. Desconfiada, fui virando o outro lado pra me certificar de que eu estava enganada, e fiquei sem fala com a frase que havia ali: Fabricado com tecnologia desenvolvida pela NASA. Fui pegando em outros travesseiros similares que havia ali, e não tive dúvidas: todos tinham o mesmo preço e a mesma tecnologia. Fazia muito tempo, então, que eu não comprava travesseiros, se eles estavam sendo fabricados com a mesma tecnologia dos foguetes e eu não fazia idéia. Me imaginei com a cabeça naquele ‘artefato’, no aconchego do meu quarto, procurando um modo de pousar na lua. Ou em Júpiter, porque na lua nem é mais novidade.

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Strange Fruit
( Poema de Lewis Allan, pseudônimo de Abel Meeropol, publicado em 1936.)

Southern trees bear strange fruit,
Blood on the leaves and blood at the root,
Black body swinging in the Southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.

Pastoral scene of the gallant South,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolia sweet and fresh,
Then the sudden smell of burning flesh!

Here is fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop.


FILME: O CÉREBRO DE HUGO ­­­­ Ficha Técnica
Título Original: Le Cerveau d’Hugo Ano de Produção: 2012 País de Origem: França Gênero: Documentário/Drama/Ficção Roteiro e Direção: Sophie Révil Elenco: Thomas Coumans (Hugo),  Arly Jover (Elisa)
* Glosvalda Correia
O objetivo deste trabalho é apresentar as principais particularidades do AUTISMO desenvolvidas no filme “O Cérebro de Hugo”. Trata-se de um filme no formato de documentário, que explora os estudos realizados no mundo sobre o assunto, e inclui depoimentos de autistas, aspies (Asperger) e familiares. Dentro do documentário desenvolve-se a história de um personagem fictício (baseado em fatos reais), Hugo, um menino que, logo ao nascer, os pais percebem que ele é diferente: tem dificuldades para interagir com seus pais, chorava sem parar, e possuía comportamentos estranhos, como por exemplo tirar todos os livros da estante e jogá-los no chão da sala. O Autismo Asperger é uma condição psicológica de espectro do autismo caracterizada …