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Marco se prepara para realizar a I Conferência Municipal de Saúde Mental - Intersetorial.

O evento é uma parceria da Secretaria Municipal de Saúde e do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS II de Marco, e acontecerá no próximo dia 06 de abril, terça-feira, com a representação de diversos segmentos da sociedade marquense. Como tema central, “Saúde Mental direito e compromisso de todos: consolidar avanços e enfrentar desafios”. Trata-se de uma preparação para a IV Conferência Nacional de Saúde Mental que se realizará em Brasília, entre os dias 27 e 30 de junho, passando antes por mais duas etapas: a Conferência Macrorregional de Sobral, no dia 13 de abril de 2010, a ser realizada no município de Sobral, e a Conferência Estadual de Saúde Mental, nos dias 13 e 14 de maio de 2010, a ser realizada no município de Fortaleza. Três eixos nortearão as discussões nas conferências: 1. Saúde Mental e Políticas de Estado: pactuar caminhos intersetoriais. 2. Consolidando a rede de atenção psicossocial e fortalecendo os movimentos sociais. 3. Direitos humanos e cidadania como desafio ético e intersetorial. É um momento de se privilegiar o debate participativo e a formulação de propostas para a saúde mental no Brasil, levando-se em conta, acima de tudo, a realidade do nosso município. Mas, segundo o Coordenador Técnica de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Godinho Delgado, a intenção é que as discussões sejam ampliadas para além do campo da saúde mental, chegando a outros setores como direitos humanos, assistência social, educação, cultura, justiça, trabalho, esporte, entre outros. Vale lembrar que a III Conferência Nacional de Saúde Mental aconteceu em dezembro de 2001, e teve como pressuposto básico a inclusão social e a convivência com a diferença. No mesmo ano, em abril, fora aprovada a Lei nº 10.216(também conhecida como Lei Paulo Delgado), e que veio dar novos rumos à saúde mental no Brasil, apontando para novos modelos de cuidado onde a preocupação era, acima de tudo, o respeito e a proteção dos direitos dos portadores de transtornos mentais. Essa lei trouxe o surgimento dos CAPS, como parte de uma rede substitutiva de atendimento e cuidados às pessoas com sofrimento psíquico grave, determinando a extinção dos leitos em hospitais psiquiátricos e o fechamento gradual dos manicômios no país. Também em 2001, inclusive, começou a funcionar o CAPS I de Marco, passando depois a CAPS II. De lá pra cá, muita coisa aconteceu, em vários aspectos houve um grande avanço da Reforma Psiquiátrica, mas ainda há muitos desafios a serem vencidos. Algumas questões necessitam ser trabalhadas com afinco, discutidas e analisadas, como a capacitação e formação de bons profissionais, por exemplo, e uma Conferência é um espaço próprio para que isso aconteça de maneira ampla e produtiva.

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